Apenas 34,8% das candidaturas são femininas, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Maioria no país, as mulheres correspondem a 52,84% da população votante, o equivalente a 84 milhões de pessoas.
São pouco mais de 7,1 mil candidaturas, apenas 1% a mais em relação a 2022. Hoje, as parlamentares são minoria na Câmara e no Senado, cerca de 18%. Na prática, os direitos das mulheres ficam em segundo plano e projetos para reduzir a desigualdade de gênero não avançam.
As normas eleitorais buscam compensar o problema, exigindo que pelo menos 30% das candidaturas sejam de mulheres. Os recursos do fundo partidário, destinado para campanhas políticas, devem ser distribuídos proporcionalmente. Alguns partidos tentam burlar regras ou as cumprem a contragosto.
Para a secretária da Mulher Trabalhadora da CUT, Amanda Corcino, o cenário político precisa refletir a realidade da população, elegendo lideranças femininas progressistas. “Precisamos eleger quem realmente representa nossas pautas e defende a classe trabalhadora”, diz.
Fonte: CUT
Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil