Com a maioria conservadora, criminalização da misoginia empaca no Congresso

Com apenas quinze dias faltando para a Câmara dos Deputados entrar em recesso, políticos conservadores tentam impedir que o presidente do Plenário, Hugo Motta (Republicanos-PB), paute o PL da Misoginia.

De autoria da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), o projeto criminaliza a misoginia, discursos e atos de ódio contra mulheres. Em 2025, houve uma alta de 4,7% nos registros de feminicídio, totalizando mais de 1,5 mil casos.

Diante da crescente nos crimes de ódio contra mulheres, sindicalistas e movimentos de mulheres fazem campanha para pressionar a Câmara a aprovar. “É a vida de milhares ou até milhões de mulheres que está em jogo”, defende a secretária da Mulher da CUT, Amanda Corcino.

Para a secretária, a demora na votação do PL da Misoginia é reflexo de uma maioria masculina e conservadora no Congresso, que não legisla pelos trabalhadores.

*O PL 896/23 altera a Lei 7716/1989, conhecida como Lei do Racismo.

Fonte: CUT
Foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil